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Revistas na Moda

11/05/2011 1 Comentário

Não é novidade que as redes de fast fashion no Brasil demoraram mas, enfim, acordaram para a atualização de suas marcas. Fashionistas aguardaram ansiosos o lançamento da coleção Stella McCartney para C&AJulinha Roitfeld estrela campanha da Cris Barros para Riachuelo, entre outras parcerias que estão causando uma grande mudança na imagem das marcas e o esvaziamento total das araras…
Fato é que essa informação de moda nem sempre atinge o consumidor habitual das marcas e sim está aí somente para gerar mais buzz (a palavra da hora!) e movimentar as mídias sociais dessas grandes redes.

Por outro lado, o velho e sem graça panfleto distribuído nas lojas ganhou muito mais estilo com a investida de marcas como C&A e Renner em revistas.

C&A, que além de ter o twitter (@tausando) como um canal super ativo de comunicação e do ótimo projeto Fashion Blogs, lançou a última edição da sua revista, a “Vista”.

Mais uma incrível criação da divisão de customizadas da revista Trip, a Vista comemora 1 ano com duas capas pra lá de especiais: Stella McCartney e Emanuela de Paula. O projeto gráfico é super bem feito, as matérias, leves, tem informação de moda no ponto certo para atingir os habitués das araras da cadeia holandesa: tem tendência, tem vida real, tem dica de moda, comportamento…e dá pra ler online!

Já a Renner apostou no conceito de memórias e revirou o baú de guardados. O material da rede gaúcha é um pouco mais focado, com muita moda, mas bem trabalhada.

A revista traz editoriais lindos com as coleções da Renner para o inverno 2011: tem visual ladylike, anos 70, college, retrô. Dica: vale prestar atenção nos títulos de cada um. Quem é fã de cinema sacou na hora a brincadeira com filmes clássicos.

Fonte: SisterSister

Parcerias de Sucesso

13/04/2011

Qualidade e valor justo, a famosa relação custo-benefício já não enche os olhos da base da pirâmide. Cada vez mais informados, os consumidores querem produtos aspiracionais, que gerem desejo. De olho nisso, empresas como C&A e Riachuelo associam suas marcas a estilistas como Stella McCartney, Cris Barros, Alexandre Herchcovitch e Oskar Metsavaht e lançam coleções com uma pegada fashion, sem deixar de lado os preços acessíveis.

Já na década de 1970, a Riachuelo apostava na estratégia, com o lançamento de peças assinadas pelo estilista Ney Galvão. Mas o conceito foi ganhar destaque mundial em 2004, quando Karl Lagerfeld criou a sua primeira coleção popular, para a rede europeia H&M. A H&M, inclusive, é o principal exemplo deste tipo de iniciativa, tendo firmado nos últimos anos parcerias com nomes como Jimmy Choo, Viktor & Rolf, Lanvin, Matthew Williamsom e Stella McCartney.

A estilista britânica também foi a aposta mais recente da C&A. A parceria foi a primeira feita entre a loja de departamento e um nome internacional. O sucesso foi tanto que, mesmo com peças custando até R$ 499,00, como era o caso da jaqueta bordada em paetês, os produtos praticamente esgotaram no dia do lançamento.

Celebridades transmitem lifestyle
Agora, a C&A coloca nas lojas uma linha que leva a chancela da cantora Christiana Aguilera. A iniciativa faz parte do conceito “Pop Fashion” e, assim como as peças da C&A Collection assinadas por grandes estilistas, está alinhada à estratégia do magazine para atrair os consumidores emergentes interessados em produtos que seguem tendências.

“Por meio de parceria com grandes estilistas de moda e também com cantoras do universo pop mundial, nosso público pode ter produtos de qualidade e com preços acessíveis, além de ter contato com o lifestyle de seus ídolos”, explica Elio França, Diretor de Marketing da C&A, em entrevista ao Mundo do Marketing. Entre as celebridades que já se associaram à marca estão as cantoras Beyoncé, Fergie e Nicole Scherzinger.

A primeira parceria feita pela C&A foi em 2005, com o estilista Walter Rodrigues. De lá para cá, a empresa contou com coleções de Raia de Goye, Marcelo Sommer, Reinaldo Lourenço, Isabela Capeto, Amir Slama, Alexandre Herchcovitch, Sérgio K, a marca Espaço Fashion, Gloria Coelho e Maria Bonita Extra. Em 2010, a C&A também lançou uma coleção com a modelo Isabeli Fontana e ainda no primeiro semestre de 2011 será a vez de Gisele Bündchen (foto).

Moda é informação
Além de agradar aos consumidores ávidos por novidades com produtos a preços mais baixos, as parcerias também trazem novos clientes para as lojas de departamento. Com um ticket médio mais alto e a assinatura de profissionais reconhecidos no mundo da moda, as lojas acabam sendo porta de entrada para outros públicos, diferentes do habitual.

“Os grandes designers têm consciência de que os consumidores são disseminadores de opinião. Gostam que as pessoas possam usar produtos criados por eles, não ficam mais numa redoma de poucos clientes. Hoje, a moda, que já foi tão excludente, é informação. O conceito criado pode ser levado a todos”, acredita Alessandra Marins, consultora e sócia do Instituto Rio Moda, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A essência das coleções é o fast fashion, oferecendo produtos que acompanham as tendências das passarelas de forma rápida e contínua. Seguindo este conceito, a Riachuelo já teve nomes como Fause Haten assinando seus produtos. Mas o ponto alto foi em novembro de 2010, quando a rede lançou a coleção (foto abaixo) em parceria com Oskar Metsavaht, da Osklen. Na época, foram colocadas 200 mil peças à venda. Poucos dias depois, os pontos de venda tiveram que ser repostos com outras 150 mil unidades.

Parceria deve ser curta
A aposta mais recente da Riachuelo é a coleção de outono-inverno desenvolvida por Cris Barros. Desde 3 de abril foram disponibilizadas 200 mil peças que não terão reposição, o que garante o caráter quase que exclusivo e aumenta o valor dos produtos, minimizando os riscos de arranhar a marca da estilista.

“É importante que a parceria seja curta. Não pode ser a longo prazo, senão acaba no que aconteceu com Pierre Cardin, que licenciou sem critério e banalizou sua imagem. Não sendo de longo prazo, a associação traz leveza para a marca e pode até fortalecê-la, passando uma cara democrática e mais acessível”, ressalta Júlio Moreira, Professor de Branding na Pós-Graduação da ESPM, especialista em marcas e Sócio-Diretor da Top Brands, em entrevista ao portal.

Se no exterior, como no caso da H&M, a estratégia mostra-se favorável, no Brasil, ainda é cedo para afirmar que seja um sucesso. Mas o conceito tem agradado às consumidoras. Para gerenciar possíveis riscos, o importante é manter o padrão de qualidade lá em cima, não exagerar na quantidade de produtos e também dosar na hora de definir o preço.

“A partir da parceria com a Riachuelo, a Cris Barros consegue se comunicar com um público que normalmente não conseguiria. Mas agora é preciso um trabalho de branding. O que ela fará? Os produtos foram vendidos em dois dias. Para o magazine foi muito bom. Agora a marca Cris Barros precisa aproveitar a visibilidade que teve com outros públicos”, aconselha Otávio Pereira Lima, Coordenador do MBA em Negócios e Varejo de Moda da Universidade Anhembi Morumbi, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Fonte: Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing

Flagship C&A – Experiência que enaltece o produto

30/11/2010

A operação brasileira da C&A sempre teve uma pegada em marketing cheia de bossa e arrojo comportando-se como líder. Em tese a empresa líder antecipa-se ao mercado, cria novos mercados, realiza movimentos inéditos, ousados e relevantes. Em tese porque muitas empresas líderes estão aprisionadas na magnitude dos números e refreiam decisões corajosas.

Se você fizer uma retrospectiva nos movimentos de marketing da C&A irá conferir a aura contemporânea expressa, por exemplo, na emblemática campanha com Gisele Bundchen há 10 anos, pelo Sebastian – um ator cool, próximo e descolado que foi embaixador da marca por muitos anos, ou então as diversas coleções assinadas por estilistas como Renato Kherlakian,Alexandre Herchcovitch, Isabela Capeto, Amir Slama dentre outros. Como um legítimo representante brasileiro do Cheap & Chic, movimento que tornou-se o motor e a dinâmica do setor de vestuário mundial por assegurar estilo à preços acessíveis, a C&A conseguiu tornar-se uma marca efetivamente democrática.

No conjunto de expressões da marca o que faltava era uma experiência de compra diferenciada. Falta resolvida de forma avassaladora com a Flagship inaugurada recentemente no Shopping Iguatemi em São Paulo. A nova loja encerra o capítulo da marca como loja de departamento e a insere como um ícone fashion. A base da arquitetura é branca, definida pelo uso desta cor nos pisos e paredes, o que permitiu o uso de cores e estampas em pontos focais, caixas e corners, criando um alto astral brasileiríssimo.

O projeto de iluminação é um dos mais sofisticados do varejo em operação no Brasil e cria diferentes climas em cada um dos departamentos. A distribuição dos produtos na loja ancora-se em temas e apresenta menor massificação de itens do que o encontrado em projetos anteriores. O resultado é um espaço com forte atração para a compra. É muito difícil não comprar nada nesta loja. O projeto colocou em destaque alguns departamentos que nunca foram bem resolvidos nas lojas anteriores como calçados, lingerie, moda praia, fitness, infantil e acessórios todos com mini-lojas e identidade própria. Um show de experiência de compra que enaltece o produto e o torna irresistível, como todo projeto deveria ser.

Veja aqui o site que apresenta o projeto e mais fotos da loja.

 


 

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